Trey Songz – Chapter V 1

Postado por Alan Telles

Trey Songz - Chapter VEm 2012 o cantor norteamericano Trey Songz lançou seu 5° disco que tem por título Chapter V. o disco mantém o estilo Hip Hop/R&B/Pop de Trey Songz e em alguns momentos parece repetir a fórmula de Passion, Pain & Pleasure, porém um pouco mais “pesado”.O disco tem selo “Parental Advisory Explicit Content”. O Trap Hip Hop impera!  E o resultado ficou ótimo!

Uma certa experimentalidade inicia o disco com o prelúdio “Chapter V”. Warm pads densos e a voz sempre espetacular de Trey, aliada às melodias marcadas características do Hip Hop. Depois seguimos a “Dive In”, que parece uma nova versão de “Love Faces”. É mais uma música “sensual” e  ótima para começar a noite. A faixa 3 se chama “Panty Wetter” e é a mais viciante do disco na minha opinião. Nesta música o destaque é a combinação de sons de guitarra, pads e efeitos. A harmonia da música é envolvente e a voz de Trey sempre carregada em sua interpretação te dá logo a noção do que a música de trata sem tradução. ;-)  ”Panty Wetter” significa, ao pé da letra, “molhador de calcinha” e essa letra chega a ter duas versões. Uma considerada “explícita” e outra comum – que em pouca coisa é menos explícita do que a primeira. Os arranjos vocais são ótimos, com várias dobras de Trey. No fim, um solo de guitarra distorcida. Isso é Trey Songz!

“Heart Attack” traz o disco de volta ao Trap e sua batida pesada e sequência marcada nos conduzem por essa música simples, mas nem por isso, menos empolgante. “Playin’ Hard” poderia realmente estar num disco de um cantor de rap. É composta de um rap com um refrão melódico. E parece baixar um pouco o clima do disco. Muitos sons etéreos, espaciais floreiam essa canção. Reverbs sobre a voz de Trey dão um clima nostálgico nessa música que fala sobre perder uma garota por quem se lutou.

A festa começa com “2 Reasons”, com participação de T.I. É uma das canções mais pop do disco. Batidas mais comuns de se ouvir numa canção que toque no Brasil, um rap sem muita experimentação e onde Trey aparece apenas cantando o refrão e algumas pontuações na música. Em seguida, temos “Hail Mary”, onde colaboram Young Jeezy e Lil Wayne. Voltamos ao Trap Hip Hop. Conta com o peso da voz de Jeezy para deixar o rap ainda mais agressivo e a voz baixa de Wayne para deixá-lo mais malandro. Seguindo, chegamos a “Don’t Be Scared”, outra que gosto muito, “featuring” Rick Ross.  Aqui Trey volta a cantar mais. O estilo Trap continua. A música lembra vagamente “Alone” ou “Unfortunate”. Interpretações arrastadas dão o tom um “pesado” na música, característico do Trap. Eu gosto muito do breakdown no início da segunda parte onde o Rhodes fica quase sozinho tocando. Força e sutileza. Genial.

Capa do disco

Hora da introspecção novamente, vamos a “Pretty Girl’s Lie”. A batida lembra vagamente “Can’t Be Friends” e a interpretação é tão profunda quanto. Não aquela coisa quase raivosa, da canção do disco anterior, mas é possível sentir a tristeza e o desapontamento a cada verso cantado por Trey.  A canção é sobre uma menina sofrida que acaba cativando com seu jeito triste, mas é apenas uma “quebradora de corações” que parece não encontrar o amor por não se encontrar. Dá pra ter ideia da profundidade?

No mesmo ritmo,  mais sutil chegamos a “Bad Decisions”. Uma levada simples e uma pequena variação no refrão. Um warmpad leva a música inteira e a música vai se revelando com o passar do tempo até o final onde rola um “all together now”, que leva a música ao ápice. Até o seu calmo fim. É outra das que mais gosto no disco. O clima calmo continua em Forever Yours. E é a hora de ouvirmos Trey abrir a voz novamente.  Uma canção mais melódica, apesar da sequência harmônica simples.

A faixa seguinte é mais um interlúdio daqueles!!! Vocais soltos cheios de reverbs e delays, sons de sexo, pads loucos, sons de percussão reverberados concluidos por um sub-baixo forte parecem iniciar uma nova metade do disco. ”Fumble”,  é meio experimental, e é uma daquelas “para amar”. Tem também uma melodia bonita com vários efeitos e uma batida pesada. Tem um clima bem romântico e Trey solta mais uma vez a voz num disco com tantos raps.

“Without a Woman” traz o R&B da década de 90 de volta, numa música com belíssima melodia, metais discretos, uma batida mais suave. Mais uma música perfeita pra um beijo que comece a noite. ;-) Instrumentos acústicos reais aparecem, pequenos improvisos de guitarra e um som de baixo que só os amantes do charme entendem. A música conta ainda com a participação de Kelly Rowland, cuja voz doce completa com perfeição a ideia da música.

E na faixa 15, vamos a um interlúdio “pra você”. É o “Interlude4U”. Uma sequência de falas de Trey acompanhada de intervenções vocais.

Estamos quase no fim do disco e quem nos recebe é “Simply Amazing”. É sem dúvida a canção mais pop do disco, com direito a guitarras com distorção no refrão. Quase tende ao pop rock, não fosse a voz claramente black de Trey. É uma canção de “fácil aceitação”, daquelas que poderia facilmente estar numa novela. Pena que a Atlantic invista pouco no Brasil com seus artistas de R&B.

Vamos a “Never Again”, um dos singles do disco. Esta nos traz de volta uma sonoridade que lembra o vintage, mas logo vemos que se trata de uma música do século 21, com certeza. Tem um refrão fácil de colar na cabeça. Nada de muito diferente do pop que se vê por aí. É boa música, mas não é minha preferida.

Tá acabando e o hip hop volta com tudo. “Check Me Out”, com participação de Meek Mill e Diddy (sim, P. Diddy, Puffy Daddy, ou seja lá como você conhece) é mais uma música que poderia estar de verdade num disco de algum rapper. Trey Songz aparece cantando rap e são poucos seus trabalhos cantando nessa música. É uma música de festa, sem dúvida.

A última música é a versão completa de Chapter V, cujos comentários já foram feitos.

Agora é hora de ir pra pista! “Ladies Go Wild” está apenas na versão digital vendida no iTunes. É uma incursão no Hip Hop Eletro. Batida marcada, sons de 808 junto com sons pesados de bateria, vocal de Trey bem processado, leads e pads cortantes. Enfim, é pra dançar!

A última, realmente é “Almost Lose It”. É uma canção romântica, bem pop, onde Trey começa acompanhado apenas por um violão e depois a galera “vem chegando”. Num arranjo mais acústico sobra mais espaço pra uma bela melodia e harmonia e é exatamente o que acontece. Uma música onde temos mais instrumentos “de verdade” e Trey Songz cantando, sem inventar muito. Uma música simples, mas que diz muito.

As outras duas faixas são os clipes de “Heart Attack” e “2 Reasons”.

Enfim, é um bom disco, bem produzido, com qualidade Atlantic e o talento de Trey Songz. Embora em algumas faixas, ele beba muito na fonte de “Passion, Pain & Pleasure”, é um disco bastante diferente, principalmente pela sonoridade Trap que aparece muito. Enfim, se você está querendo uma boa blackmusic para ouvir, esse disco é sem dúvida uma boa pedida!

One comment on “Trey Songz – Chapter V

  1. Responder Salles May 22, 2013 17:51

    Legal,estou curioso pra ouvir esse disco também,

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